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Estruturas Superiores: o que são e para que servem

Estruturas Superiores

Estruturas Superiores: o que são e para que servem

Por Turi Collura

Vamos dedicar esse tópico a um assunto muito interessante: o das assim chamadas Estruturas Superiores (em inglês Upper Structures). Começamos definindo alguns conceitos:

Fixando os conceitos

De forma geral, temos dois tipos de estrutura superior:

1) Tríade (ES) sobre um baixo, que indicamos dessa maneira: um acorde sobre um baixo, separados pela barra transversal. Às vezes, esse tipo de estrutura pode não definir a harmonia de forma clara, o que pode ser bom ou não. Podemos chamar essas estruturas de “Acordes híbridos”.

estruturas superiores - tríades sobre baixo

2) Sobreposição de dois acordes, que chamamos de policorde: a tríade de Ré maior sobreposta ao acorde C7, indicados com a barra horizontal. Distinguimos entre policordes tonais e policordes politonais. Trataremos aqui dos primeiros.

estruturas superiores policorde

Para que servem e como utilizar as Estruturas Superiores? Elas servem para várias coisas. Por exemplo, para termos sínteses harmônicas que ofereçam sonoridades mais interessantes ou modernas. Oferecem um material interessante para a improvisação. Do ponto de vista da harmonia, podemos, usar as tríades superiores combinadas com um baixo ou alternar a ES com o acorde “titular” para criar riqueza harmônica.

O nosso ouvido percebe a tríade como uma estrutura que ele conhece bem. Quando referida a um baixo diferente, a sonoridade muda e se torna interessante re-significá-la.

Turi Collura

Turi Collura é pianista, compositor, músico profissional. Atua como professor em Cursos de Pós-Graduação, em Conservatórios e Festivais de música pelo Brasil e no exterior. Formado na Itália em Disciplinas da Música (Bolonha) e na Escola de Jazz (Milão), é Mestre pela UFES, e Pós-graduado pela mesma Instituição. Turi é Coordenador Pedagógico do Terra da Música e Professor de alguns cursos online. É autor de métodos em livros e DVD (Improvisação, Piano Bossa Nova, Rítmica e Levadas Brasileiras para Piano), alguns dos quais publicados pela Editora Irmãos Vitale e com tradução em inglês. Ativo na cena musical como solista, músico de estúdio e arranjador, tem participado da gravação/produção de diversos discos. Em 2012, seu CD autoral “Interferências” ganhou uma versão japonesa. Seu segundo CD faz uma releitura moderna de algumas composições do sambista Noel Rosa.

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