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Dica de batera #5: Paradiddle-diddle no Jazz

Dicas de bateria - jazz

Dica de batera #5: Paradiddle-diddle no Jazz

Por Arthur Teles

A dica da semana do baterista Arthur Teles é sobre a condução no Jazz. No específico, Arthur propõe o estudo do chamado Paradiddle-diddle, um rudimento muito útil para a condução. Confira o vídeo e os exercícios propostos.

O Jazz é um gênero musical que se desenvolveu nos EUA, influenciou diversos gêneros musicais em diferentes países. No Brasil a influência do Jazz e das suas formas, harmonias e improvisos pode ser encontrada em diversos estilos musicais, um dos maiores exemplos é a Bossa Nova, além de outros estilos musicais que também tiveram forte influência do gênero, como o Samba, desenvolvendo posteriormente o Samba Jazz, entre outros.

 

Nessa dica, é importante prestar bastante atenção na mixagem do seu estudo, de forma que, o som básico do seu ostinato esteja com o som característico do Jazz. Observe abaixo o ostinato que caracteriza o Jazz.

Utilizando o Paradiddle-diddle, podemos aplicar esse rudimento ao ostinato de Jazz, começando a partir do segundo tempo do compasso. Usando a mão direita para o prato de condução e a mão esquerda para a caixa, podemos observar que a manulação utilizada, gera o ostinato básico do Jazz.

Como destaquei no vídeo, o som principal da levada, quando estamos falando de Swing, é o pé do Hi hat e o prato de condução. A caixa e o bumbo entram dialogando de forma melódica por cima do ostinato.

Interpretando dessa forma, podemos substituir alguns toque na caixa pelo bumbo, gerando assim a característica de pergunta e resposta entre os instrumentos.

A movimentação sobre o ostinato da condução, melhora de maneira significativa o seu som de pratos dentro do Jazz e também aumenta de maneira considerável a sua velocidade para conduzir em andamentos rápidos ou em tempo dobrado.

 

Diferentes formas de praticar:

 

– Busque criar perguntas e respostas rítmicas com a caixa e o bumbo mantendo o ostinato;

 

– Pratique a movimentação da condução separadamente em um andamento lento a princípio, preste bastante atenção para que o rebote aconteça no momento exato, isso facilita a aplicação do movimento em andamentos rápidos;

– Pratique melodias em uníssono entre a caixa e o bumbo sobre o ostinato de Jazz no pé do hi hat e condução;

– Ouça diversos discos de Jazz, recomendo escutar bateristas como Elvin Jones, Papa Joe Jones, Art Blakey, Buddy Rich, Tony Williams, entre outros que contribuíram grandemente para a linguagem da bateria nesse gênero musical.

 

Aproveite o material e bons estudos!

Arthur Teles

Mestrando em Performance Musical pelo Programa de Pós Graduação em música da UFRJ. Pós-graduado em "Artes na Educação" pelo CESAP, Licenciado em Música pela UFES e formado pelo Curso de Formação Musical com ênfase em música Popular pela FAMES (2013). Atua como baterista e Percussionista profissional e como professor.